A política no Brasil

De volta após uma semana de dor, descobri uma hérnia de disco na coluna cervical, o que me impossibilitou postar os artigos que prometi, agora estou de volta vou tentar correr contra o tempo!

Vamos discutir política?

O Brasil é uma República Federativa Presidencialista, formada pela União, Estados, Distrito Federal e municípios, em que o exercício do poder é atribuído a órgãos distintos e independentes, submetidos a um sistema de controle para garantir o cumprimento das leis e da Constituição.

O Brasil é uma República porque o chefe de estado é eleito pelo povo, por período de tempo determinado. É Presidencialista porque o presidente da República é Chefe de Estado e também Chefe de governo. É Federativa porque os estados têm autonomia política.

A União está dividida em três poderes, independentes e harmônicos entre si. São eles o Legislativo, que elabora leis; o Executivo, que atua na execução de programas ou prestação de serviço público; e o Poder Judiciário, que soluciona conflitos entre cidadãos, entidades e o estado.

O Brasil tem um sistema pluripartidário, ou seja, admite a formação legal de vários partidos. O partido político é uma associação voluntária de pessoas que compartilham os mesmos ideais, interesses, objetivos e doutrinas políticas, que tem como objetivo influenciar e fazer parte do poder político.

Em 1988, o cientista político Sérgio Abranches cunhou a expressão Presidencialismo de Coalizão para definir o mecanismo de funcionamento do regime político-institucional brasileiro. O Presidencialismo de Coalizão designa a realidade de um país presidencialista em que a fragmentação do poder parlamentar entre vários partidos obriga o Executivo a uma prática que costuma ser mais associada ao parlamentarismo. Segundo Abranches, mesmo eleito diretamente, o presidente da República, torna-se refém do Congresso.

Indicadores

De acordo com o Índice de Democracia, compilado pela revista britânica The Economist, o Brasil possui desempenho elevado nos quesitos pluralismo no processo eleitoral (nota 9,5) e liberdades civis (nota 9,1). O país possui nota acima da média em funcionalidade do governo (nota 7,5). No entanto, possui desempenho inferior nos quesitos participação política (nota 5,0) e cultura política (nota 4,3). De acordo com dados de 2010, o desempenho do Brasil em participação política é comparável ao de Malauí e Uganda, considerados “regimes híbridos”, enquanto o desempenho em cultura política é comparável ao de Cuba, considerado um regime autoritário.[4] No entanto, a média geral do país (nota 7,1) é inferior somente à do Uruguai (nota 8,1) e do Chile (nota 7,6) na América do Sul. Dentre os BRICS, apenas a Índia (nota 7,2) possui desempenho melhor.[4] De fato, em relação aos BRICS, a revista já havia elogiado a democracia do país anteriormente, afirmando que “em alguns aspectos, o Brasil é o mais estável dos BRICS. Diferentemente da China e da Rússia, é uma democracia genuína; diferentemente da Índia, não possui nenhum conflito sério com seus vizinhos”.

O Brasil é percebido como um país extremamente corrupto, ocupando o 69° lugar no índice de percepção, sendo o 1° menor, a Dinamarca. Perde para países africanos como Botsuana (33°), Namíbia (56°) e Ruanda (66°) e está relativamente distante do Chile (21°), o mais bem colocado na América do Sul.[6] Porém encontra-se em posição melhor que alguns outros países sul-americanos como Colômbia (78°), Argentina (105°), Bolívia (110°) e Venezuela (164°).[6] O Brasil ainda está em situação melhor que todos os outros países do BRICS.[6] A China se encontra 78° lugar, a Índia em 87° e a Rússia em 154°.

Ideologia

Segundo pesquisa do instituto Datafolha sobre as inclinações ideológicas da população brasileira, o brasileiro médio possui valores comportamentais de direita, mas manifesta acentuadas tendências de esquerda no campo econômico.[7] Os entrevistados responderam a perguntas sobre 16 temas; 41% deles deram respostas identificadas às ideias de esquerda, enquanto 39% deles deram respostas identificadas com os valores da direita.[7] Quase 70% dos brasileiros defendem que o governo deve ser o principal responsável pelo crescimento econômico do país; 58% entendem que as instituições governamentais precisam atuar com força na economia para evitar abusos das empresas; 57% dizem que o governo tem obrigação de salvar as empresas nacionais que enfrentam risco de falência e 54% associam a CLT mais à defesa dos trabalhadores do que à ideia de empecilho ao crescimento das empresas.[7] Todas essas visões coincidem com a política econômica defendida por partidos historicamente ligados à esquerda, como o PT. Nas questões de comportamento, no entanto, o brasileiro mostra-se mais à direita do que à esquerda (numa proporção de 49% à direita e 29% à esquerda): quase 90% acham que acreditar em Deus torna alguém melhor e 83% são a favor da proibição das drogas,[7] ideias essas historicamente defendidas por partidários da direita.

O percentual de pessoas identificadas com a esquerda aumentou significativamente em dois meses – de 4% para 10% na esquerda e de 26% para 31% na centro-esquerda – devido à inclusão de temas econômicos na sondagem. Entre os 10% que são identificados com a esquerda a média de idade é de 35 anos. A idade aumenta conforme a ideologia se distancia da esquerda; os de centro-esquerda têm média de 38 anos, os de centro têm média de 39, os de centro-direita têm média de 41 e os de direita têm média de 46. No quesito escolaridade, o grupo da esquerda é o único onde mais de 20% das pessoas possui formação superior e o que possui o menor número de pessoas com formação fundamental (30%). Na direita, por sua vez, 52% tem formação fundamental. Por outro lado, este grupo reúne a maior parcela de pessoas com renda familiar mensal acima de R$ 6.780 na comparação com os outros quatro grupos. Ao mesmo tempo, reúne a maior parcela de pessoas com renda de até R$ 1.365. A esquerda é um pouco mais intensa no Nordeste e um pouco menos intensa no Sul; com a direita ocorre o oposto. Segundo pesquisa anterior do mesmo instituto, a inclinação ideológica da população tem pouca influência na hora do voto.

Se para alguém candidatar-se a algum cargo político em nosso país é necessário filiar-se a um partido, a primeira pergunta a ser feita seria qual a ideologia do partido, DIREITA ou ESQUERDA? E quando nem o candidato sabe a resposta ou não sabe o que isso realmente significa? Preocupo-me com o futuro da nação, para onde estamos indo?
Acredito que um dos problemas eleitorais que temos é a falta de conhecimento dessa tão importante informação, pessoas que pensam como de DIREITA e votam em alguém de ESQUERDA e vise versa.

No inicio da campanha eleitoral fiz uma pergunta básica a candidato: – Qual sua ideologia política? Ele respondeu que isso não existe mais no Brasil! Como assim?

Os partidos de direita desde sempre atuam da mesma forma, assim como os partidos de esquerda, embora haja uma variação grande nos políticos, os partidos de forma geral conservam-se ideologicamente inalteráveis.

Definir nosso posicionamento ideológico é o primeiro passo na hora da decisão eleitoral, entender qual a ideologia do partido e qual a minha ideologia, é primordial para definir se eu voto ou não no candidato, pois como já foi dito acima, não podemos eleger alguém sem eleger junto um partido, portanto quando elegemos um candidato, elegemos junto um partido e uma ideologia política.

Seria utopia acreditar que um dia o pleito eleitoral será disputado por meio de propostas e debates e não por meio de carreatas e propagandas?

Mas o que é DIREITA e ESQUERDA? Veja o próximo post.

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2 respostas
  1. Tarcisio Joilson
    Tarcisio Joilson says:

    A dificuldade na distinção ideológica entre esquerda e direita é apenas um entre os vários problemas que o eleitor brasileiro médio encontra na sua tentativa de votar “com consciência”. Um cidadão comum que só se interessa sobre política poucos meses antes da eleição é presa fácil para políticos que utilizam verdadeiras fraudes ideológicas para capitar votos dos desatentos. Por esse motivo vemos no nosso congresso verdadeiras quadrilhas articulando leis em benefício próprio com apoio de cidadãos alienados e convictos de que aqueles estão representando vossos interesses. Assim foi formado as famigeradas bancadas da bala, da bíblia, do boi (ruralista) e etc, que utilizam-se muitas vezes da incapacidade do cidadão comum de fazer a correta análise de um processo que na maioria das vezes é altamente complexo, tentando criar uma visão simplista e na grande maioria dos casos preconceituosa. Dito isto apenas para termos a percepção de como é complexa a ideia de termos um dia um voto verdadeiramente consciente. Acreditar nisso é utopia? talvez sim, mas foram as utopias de homens e mulheres no passado que fizeram a humanidade evoluir. Acredito que um dia teremos um eleitor de modo geral mais consciente, porém até esse dia chegar ainda teremos muito e muito tempo e bastante luta pela frente.

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