As boas novas

Quando era criança gostava muito de um doce chamado marmelada¹, durante algum tempo procurei nos supermercados, mas faz algum tempo que tomei consciência de que estes doces assim como muitas coisas do “meu tempo” não existem mais, isso infelizmente se aplica também a igreja, muitas das práticas comuns à igreja no passado, hoje já não existem. Uma das práticas que a igreja moderna tem perdido é o evangelismo que quando ocorre parece sem efeito, quando se fala em evangelização a igreja entra em crise perguntando “De que forma conseguiremos transmitir o evangelho a esse mundo pós-moderno? ”. Leia mais

Disciplina na igreja

Até pouco tempo, ser “evangélico” indicava vagamente aqueles protestantes de todas as denominaçoes – presbiterianos, batistas, metodistas, anglicanos, luteranos e pentecostais, entre outros – que detinham pelo menos três características: consideravam a Bíblia como Palavra de Deus, autoritativa e infalível; eram conservadores no culto e nos padrões morais; cultivavam uma visão missionaria. Hoje, no Brasil, o termo não abrange mais tais itens, mas tem sido usado para se referir a todos os que, no âmbito do cristianismo. não são católicos romanos: protestantes históricos, pentecostais, neopentecostais, igrejas emergentes, comunidades dos mais variados tipos etc. Os evangélicos tem tido dificuldade para escolher uma única palavra que os defina, já que “evangélico” praticamente perdeu seu sentido original. Quando, para nos identificarmos, precisarmos pedir licença para tecer longas explicações e depois temos de lançar mão de três ou quatro atributos. isto é sinal de que a coisa está realmente feia. Leia mais

Graça preveniente: A influência da soteriologia arminiana e wesleyana no pentecostalismo clássico brasileiro

A concepção de graça preveniente norteia a soteriologia pentecostal clássica, que reproduz ou se aproxima da teologia arminiana clássica e da teologia wesleyana.

O arminianismo clássico compreende que Deus oferece graça salvadora a todas as pessoas através do Espírito Santo (1Tm 2.3-4; Tt 2.11), capacitando-as a opor-se à influência do pecado, e possibilitando uma resposta positiva a Deus (Jo 15.26-27; 16.7-11). Deus toma sempre a iniciativa, cabendo ao pecador responder em fé e obediência voluntária (Lc 15; Rm 5.6-8; Ef 2.4-5; Fp 2.12-13). Contudo, os pecadores podem resistir à graça, e continuar no pecado e rebelião contra Deus. A graça de Deus capacita e encoraja uma resposta positiva e salvífica para todas as pessoas, mas ela não é determinante ou irresistível para ninguém (At 7.51). Uma resposta positiva inicial de fé e obediência também não garante a perseverança dos salvos. É possível iniciar um relacionamento genuíno e pessoal com Deus, e depois se afastar Dele, persistindo no mal de sorte que a pessoa, por fim, se perca (Rm 8.12-13; 11.19-22; Gl 5.21; 6.7-10; Hb 6.1-8; Ap 2.2-7). (WALLS, 2014, p. 14.) Leia mais

Arminianismo

O Arminianismo é um sistema teológico baseado nas idéias do pastor e teólogo reformado holandês Jacob Harmensz, mais conhecido pela forma latinizada de seu nome Jacobus Arminius. No inglês, é usualmente referenciado como James Arminius ou Jacob Arminius. Em português, seu nome seria Jacó Armínio.

Embora tenha sido discípulo do notável calvinista Teodoro de Beza, Armínio defendeu uma forma evangélica de sinergismo (crença que a salvação do homem depende da cooperação entre Deus e o homem), que é contrário ao monergismo, do qual faz parte o Calvinismo (crença de que a salvação é inteiramente determinada por Deus, sem nenhuma participação livre do homem). O sinergismo arminiano difere substancialmente de outras formas de sinergismo, tais como o Pelagianismo e o Semipelagianismo, como se demonstrará adiante. De modo análogo, também há variações entre as crenças monergistas, tais como o supra-lapsarianismo e o infra-lapsarianismo. Leia mais

5 Razões Porque Adolescentes Precisam de Teologia

O mundo pode ser realmente confuso para os adolescentes. Estamos nos aproximando de um cenário de mudança moral, onde os desafios mais urgentes e críticas mais altas da cultura estão sempre mudando e perpetuamente em conflito. Vemos escândalos e comentários, Trump e o terrorismo, nova ética sexual e tensões raciais duras, e nós queremos saber: como vamos pensar sobre tudo isso?

A sociedade secular joga suas próprias respostas em nosso caminho, mas elas nunca são compatíveis com uma cosmovisão cristã. Eu vejo uma ferramenta melhor para atender às questões dos adolescentes seguidores de Jesus como eu: teologia. Leia mais

Porque não sou de esquerda

Em 1989 eu ainda um “menino“, cursava a 6ª série do ensino fundamental, inocentemente fiz um comentário sobre o então candidato a presidência da republica, Lula, iniciou ali uma “conversa” com a professora Eg. (chamarei apenas pelas iniciais) que durou longos dias, ele foi dizendo-me como era a ideia da esquerda e como essa ideia era superior as demais e como terrível era não pensar e ser de esquerda. Não sei se meus amigos Daniel, Marilza, Ronaldo, entre outros, também foram “conversar” com essa professora, mas eu, antes da eleição eu havia tornado-me de esquerda, lá se vão 28 anos, hoje alguns desse amigos e até meu primo me pergunta porque não sou de esquerda, como se não sê-lo fosse algum tipo de aberração.

Por que não sou de esquerda?  Leia mais

Porque não celebro a páscoa

Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Esse ano a data tem uma atenção maior, tanto a celebração cristã quanto a celebração judaica ocorrem na mesma data, 14 de Abril (Nissan no calendário judaico religioso), apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data, aliais não é de hoje que essa data tem controvérsias, mas isso é assunto para outro post.

Fico chocando vendo algumas igrejas celebrando a páscoa com todo cerimonial judaico, pães sem fermento, frutas amargas, etc. Como assim celebrar a páscoa?

O que é a páscoa? Leia mais

Porque não sou Missão Integral

Pronto, voltamos ao passado outra vez, nem sei onde postei a frase:

Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens

Nisso recebi um email parabenizando-me pela iniciativa e coragem de levantar a bandeira da TMI – Teologia da Missão Integral, ao que respondi, não sei onde postei essa frase, e se postei, com certeza não foi uma referencia a TMI, uma vez que NÃO ADEPTO DA MISSÃO INTEGRAL, pelo contrário. Leia mais

Dizimar ou não dizimar, eis a questão!

Um dos assuntos mais debatidos hoje dentro das igrejas sem dúvidas é a validade do DÍZIMO, todos os dias vejo cristãos postando nas redes sociais frases contrarias ao dízimo, o que mais chama a atenção não é apenas o posicionamento das pessoas sobre o assunto, mas a fundamentação, TODAS as pessoas que conheço que se dizem contrarias ao dízimo são superficiais biblicamente, inconstantes, alheios a todo corpo e alegam não ser uma prática no Novo Testamento.

Em minha opinião apesar de entender que do ponto de vista neotestamentário o dízimo  não é normativo, tenho percebido que muitos daqueles que advogam a abolição do dízimo  o fazem por razões escusas, cujas motivações principais se devem  a avareza, falta de conhecimento bíblico e/ou adesão ao pluralismo e relativismo religioso. Leia mais

Pentecostal ou Continuísta

Semana passada um amigo disse-me:

Pensei que você fosse CONTINUÍSTA, não pentecostal!

Confesso que tal afirmação deixou-me preocupado, pois nunca abri mão do pentecostalismo, SOU PENTECOSTAL, embora eu tenha algumas reservas com o movimento pentecostal, critico veementemente os movimento de atos proféticos, ungir objetos ou lugares com óleo, os movimentos apostólicos, etc.

Minha preocupação não é como ele ou outros amigos ou pastores me veem, mas como o pentecostalismo é visto por muitos, e o pior, é o que o pentecostalismo se tornou. Hoje falar em pentecostalismo é atribuir TODO o movimento do “rê tê tê”, e as mazelas neo-pentecostais ao pentecostalismo. Leia mais