ESTUDO MOSTRA QUE PORNOGRAFIA PODE ARRUINAR UM RELACIONAMENTO

Com a popularização da pornografia como ficou a qualidade dos relacionamentos? Alguns estudos mostram dados nada animadores para os consumidores de materiais pornográficos:

Um estudo conduzido pela Universidade de Denver, nos Estados Unidos, analisou a vida íntima de uma série de casais e constatou que assistir a filmes eróticos constantemente pode acabar com um relacionamento.

Os pesquisadores escolheram 1.291 casais aleatórios de namorados. Enquanto quase 77% dos homens admitiram consumir pornografia, apenas 31% das mulheres responderam que também acompanham conteúdos eróticos vez ou outra. Foram analisados aspectos como a comunicação entre as pessoas, a satisfação sexual e a infidelidade.

Felicidade X Pornografia

Os resultados surpreendem: os casais considerados mais felizes foram aqueles que negaram o consumo de pornografia, apesar de terem uma vida sexual mais movimentada. Os namoros que mais balançam são os que contêm um ou os dois membros da relação que curtiam filmes adultos – e a culpada seria a taxa de infidelidade, que cresce bastante neste caso.

Já Segundo o grupo de pesquisadores multidisciplinar do The social cost of pornography: A statement of findings and recommendations, publicado peloInstituto Witherspoon, pode haver um impacto negativo nas relações, na produtividade e na felicidade entre consumidores desses produtos.

“Os que veem pornografia acreditam que sua vida sexual vai ser melhor, mas tem ejaculação precoce, mais disfunções e problemas para se relacionar”, afirma Mary Anne Layden, coautora e diretora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia.

Uma Espécie de Traição?

O consumo de pornografia através de sites pornográficos ou salas de bate-papo traz para quem tem um relacionamento uma sensação de traição. Essa realidade é muito presente entre casais. Vários estudos, como o Romantic Partners Use of Pornography; Its significance for Women do médico A.J. Bridges, assinalam: a mulher ao saber que o marido consome pornografia, se sente traída e perde a confiança. Os custos psicológicos disso podem até levar ao divórcio.

Nesse sentido, casais chegam num nível insuportável na relação e buscam ajuda terapêutica para resolver essa dependência excessiva de sexo via internet.

Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais, 56% dos 350 casos atendidos em 2003, tinham relação com o interesse obsessivo de um dos parceiros por sites pornográficos.

Os Efeitos na Juventude

A psicóloga Arlete Gavranic faz um alerta sobre os reflexos disso na juventude, em sua coluna no site Vya estelar: “É preciso orientar e tentar impedir que a internet vire referência de prazer, pois assim eles fugirão muito mais da vida real e dos relacionamentos cara a cara. O relacionamento presencial repleto de conquistas e decepções exige estratégias, resistência, superação, adequação ao outro, autoestima, sedução, discussão… Não é só dar um ‘delete’ quando a coisa não estiver de seu agrado.”

Ainda segundo Gavranic, a responsabilidade dos Pais, tios e educadores é muito grande. Ela defende que “é preciso conversar com essa moçada para que eles não se acomodem ou pior, viciem-se nas relações fáceis, superficiais e intensamente rápidas e erotizadas possibilitadas pela internet. Só um filtro de pornografia não resolve, os jovens conhecem muito de informática e os desbloqueiam facilmente.”

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