21 de setembro de 2016

Política, futebol e religião

Por Franco Júnior

Vamos discutir?

Estamos em mais um pleito eleitoral, é muito comum eu ouvir as pessoas aqui na igreja (infelizmente) dizerem que política, futebol e religião não se discute, creio exatamente ao contrário, porque se política e religião afetam a todos, então deve se discutir, toda e qualquer decisão que se faz na sociedade é política, e isso deve ser levado em alta consideração, e perguntas como: De onde viemos? Qual o significado da vida? Para onde iremos, ou ainda, há vida após a morte? São perguntas que nem os pais da filosofia conseguiram responder, Sócrates, Platão e Aristóteles iniciaram uma discussão em torno do transcendental, acreditando que a vida era mais do que matéria, mas não avançaram muito, foram barrados pela limitação humana, a religião, principalmente o cristianismo tem respostas a essas e a outras tantas perguntas que são cruciais na vida do indivíduo, além disso, temos no cristianismo nossas raízes, quer você seja cristão ou não, o legado que o cristianismo deixou e ainda deixa (embora haja muito que não deveria ter sido praticado), norteia a vida social, cultural, educacional, filosófica e ética da nossa sociedade, a Europa por abandonar princípios do cristianismo (religião) e mudar sua política, está vivendo dias terríveis, os piores de todos os tempos, então como não discutir política e religião? Vejo que essa discussão é necessária, e deve haver sempre, contanto que seja no campo das ideias, uma discussão racional, nunca passional. Já o futebol é paixão, não tem nada de lógico nisso, tenho alguns amigos que são torcedores do Vasco (nada contra, apesar de eu ser torcedor do Mengão), e todo ano eles acreditam que o seu time é o melhor do campeonato, mesmo sem ganhar titulo. A métrica não deveria ser as conquistas? Pergunto eu, mas recebo cada resposta sem razão de ser. Futebol não segue uma lógica, segue uma paixão, e quem está apaixonado perde o senso da razão, por isso acredito que futebol apenas deve-se torcer pelo time de coração, mas não deve se discutir, mas POLÍTICA E RELIGIÃO SE DISCUTE SIM.

Sou do tempo do lupu limpim claplá topô, nessa época havia na escola matérias como OSPB e Educação Moral e Cívica, talvez muitos não se lembrem, mas essas matérias eram obrigatórias no ensino público e particular, em todos os níveis, na época cujo objetivo era dar ensino e subsídio para a formação de pessoas voltadas para o crescimento. Lembro-me que como muitos jovens eu era “alienado”, “sabia de anda inocente“, mas tive uma professora chamada Eglantine, e um outro chamado Sérgio Lobo, entre outros que não me recordo de seus nomes, que foram suporte para que eu tivesse entendimento político, ainda na 6ª série do primeiro grau (como era conhecido o ensino fundamental de hoje) eu já sabia o que era esquerda e direita no pais. Não quero aqui defender o retorno de tais matérias, mas que elas foram a base para o conhecimento político de muitos assim como eu. Através dessas matérias e de professores como os já citados, minha geração teve o privilégio da informação, sabíamos muito sobre a divisão política/partidária administrativa do nosso pais além de consciência cívica. Minha geração, ou pelo menos eu e muitos amigos meus, exercemos nossa cidadania com base na ideologia política, olho para nossas sociedade hoje fico desesperançado de dias melhores, como  disse Augusto Cure em de seus livros:

Essa geração deveria ser a mais bem informada de todas, tanta informação, mas tão pouco conhecimento…

Muitos, muitos e muitos não tem a menor ideia do que seja direita ou esquerda, ouço xingamento de um lado e de outro usando termos que quem os profere em alguns casos nem sabe seu significado, uns usam os termos para xingar, outros para se denominar, vocabulário eclético, mas sem conteúdo ideológico, como ouço termos como fascista, reacionário, feminismo, pluralidade, totalitarismo, comunismo, socialismo, marxismo, etc.

Outro dia em uma conversa com um amigo que se dizia feminista o indaguei sobre a terceira onda do feminismo, embora ele fosse militante do feminismo ele nem sabia que existiam ondas do movimento feminista. Esse é apenas um exemplo real, muitos outros votam em candidato ou em um partido sem sequer saber suas propostas e/ou ideologias, sei que apenas os termos citados acima já dá muito pano para manga, mas gostaria de deter-me em um dos pontos, ideologia política não partidária, gostaria de falar um pouco sobre DIREITA E ESQUERDA.

Ouço quase todos os dias pessoas que dizem que irão votar em “Fulano” ou “Beltrano” mas não sabem e nunca ouviram a proposta do candidato, outros dizem que irão votar porque o candidato tem o temperamento igual ao seu, outros dizem que irão votar porque o candidato fez um “favor” a sua família, outro porque prometeu, outros ainda dizem que não irão votar ou irão votar em branco, nossa forma de eleger políticos precisa mudar, nossa forma de ver a política precisa mudar, ao escrever esse e os próximos artigos tenho a intenção não de persuadi-lo a votar em A ou B, mas conscientizá-lo da importância do voto para toda a sociedade, desejo sim levantar um debate político consciente. Meu desejo é informar, por isso quero convidá-lo a ler os próximos artigos onde falarei sobre política, DIREITA e ESQUERDA. Aqui é apenas uma introdução.

Convite feito, espero vê-lo aqui e ler seu comentário nesse e nos próximos posts durante a semana.

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