Política, futebol e religião

Vamos discutir?

Estamos em mais um pleito eleitoral, é muito comum eu ouvir as pessoas aqui na igreja (infelizmente) dizerem que política, futebol e religião não se discute, creio exatamente ao contrário, porque se política e religião afetam a todos, então deve se discutir, toda e qualquer decisão que se faz na sociedade é política, e isso deve ser levado em alta consideração, e perguntas como: De onde viemos? Qual o significado da vida? Para onde iremos, ou ainda, há vida após a morte? São perguntas que nem os pais da filosofia conseguiram responder, Sócrates, Platão e Aristóteles iniciaram uma discussão em torno do transcendental, acreditando que a vida era mais do que matéria, mas não avançaram muito, foram barrados pela limitação humana, a religião, principalmente o cristianismo tem respostas a essas e a outras tantas perguntas que são cruciais na vida do indivíduo, além disso, temos no cristianismo nossas raízes, quer você seja cristão ou não, o legado que o cristianismo deixou e ainda deixa (embora haja muito que não deveria ter sido praticado), norteia a vida social, cultural, educacional, filosófica e ética da nossa sociedade, a Europa por abandonar princípios do cristianismo (religião) e mudar sua política, está vivendo dias terríveis, os piores de todos os tempos, então como não discutir política e religião? Vejo que essa discussão é necessária, e deve haver sempre, contanto que seja no campo das ideias, uma discussão racional, nunca passional. Já o futebol é paixão, não tem nada de lógico nisso, tenho alguns amigos que são torcedores do Vasco (nada contra, apesar de eu ser torcedor do Mengão), e todo ano eles acreditam que o seu time é o melhor do campeonato, mesmo sem ganhar titulo. A métrica não deveria ser as conquistas? Pergunto eu, mas recebo cada resposta sem razão de ser. Futebol não segue uma lógica, segue uma paixão, e quem está apaixonado perde o senso da razão, por isso acredito que futebol apenas deve-se torcer pelo time de coração, mas não deve se discutir, mas POLÍTICA E RELIGIÃO SE DISCUTE SIM.

Sou do tempo do lupu limpim claplá topô, nessa época havia na escola matérias como OSPB e Educação Moral e Cívica, talvez muitos não se lembrem, mas essas matérias eram obrigatórias no ensino público e particular, em todos os níveis, na época cujo objetivo era dar ensino e subsídio para a formação de pessoas voltadas para o crescimento. Lembro-me que como muitos jovens eu era “alienado”, “sabia de anda inocente“, mas tive uma professora chamada Eglantine, e um outro chamado Sérgio Lobo, entre outros que não me recordo de seus nomes, que foram suporte para que eu tivesse entendimento político, ainda na 6ª série do primeiro grau (como era conhecido o ensino fundamental de hoje) eu já sabia o que era esquerda e direita no pais. Não quero aqui defender o retorno de tais matérias, mas que elas foram a base para o conhecimento político de muitos assim como eu. Através dessas matérias e de professores como os já citados, minha geração teve o privilégio da informação, sabíamos muito sobre a divisão política/partidária administrativa do nosso pais além de consciência cívica. Minha geração, ou pelo menos eu e muitos amigos meus, exercemos nossa cidadania com base na ideologia política, olho para nossas sociedade hoje fico desesperançado de dias melhores, como  disse Augusto Cure em de seus livros:

Essa geração deveria ser a mais bem informada de todas, tanta informação, mas tão pouco conhecimento…

Muitos, muitos e muitos não tem a menor ideia do que seja direita ou esquerda, ouço xingamento de um lado e de outro usando termos que quem os profere em alguns casos nem sabe seu significado, uns usam os termos para xingar, outros para se denominar, vocabulário eclético, mas sem conteúdo ideológico, como ouço termos como fascista, reacionário, feminismo, pluralidade, totalitarismo, comunismo, socialismo, marxismo, etc.

Outro dia em uma conversa com um amigo que se dizia feminista o indaguei sobre a terceira onda do feminismo, embora ele fosse militante do feminismo ele nem sabia que existiam ondas do movimento feminista. Esse é apenas um exemplo real, muitos outros votam em candidato ou em um partido sem sequer saber suas propostas e/ou ideologias, sei que apenas os termos citados acima já dá muito pano para manga, mas gostaria de deter-me em um dos pontos, ideologia política não partidária, gostaria de falar um pouco sobre DIREITA E ESQUERDA.

Ouço quase todos os dias pessoas que dizem que irão votar em “Fulano” ou “Beltrano” mas não sabem e nunca ouviram a proposta do candidato, outros dizem que irão votar porque o candidato tem o temperamento igual ao seu, outros dizem que irão votar porque o candidato fez um “favor” a sua família, outro porque prometeu, outros ainda dizem que não irão votar ou irão votar em branco, nossa forma de eleger políticos precisa mudar, nossa forma de ver a política precisa mudar, ao escrever esse e os próximos artigos tenho a intenção não de persuadi-lo a votar em A ou B, mas conscientizá-lo da importância do voto para toda a sociedade, desejo sim levantar um debate político consciente. Meu desejo é informar, por isso quero convidá-lo a ler os próximos artigos onde falarei sobre política, DIREITA e ESQUERDA. Aqui é apenas uma introdução.

Convite feito, espero vê-lo aqui e ler seu comentário nesse e nos próximos posts durante a semana.

Mande seu comentário e/ou dúvida e sugestão para contato@francojunior.net

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5 respostas
  1. fabiola falcão
    fabiola falcão says:

    Que bom, gostei muito e pretendo sim nao só ler, como tbm memorizar cada palavra pra aprender cada dia mais sobre este assunto que tanto causa discussão, obrigado pastor pela dedicação e empenho em nos direcionar a uma decisão madura e bem planejada.

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  2. Cicero Robson
    Cicero Robson says:

    Creio que existe uma pergunta de urgente importancia: se Jesus, O Cristo, fosse candidato, qual seria seu partido e sua ideologia? Quais seriam suas propostas e seus projetos? Qual seria seu comportamento e sua conduta? Na verdade são várias perguntas numa só. Se Jesus é a verdade na qual nos espelhamos em tudo, por que votamos em candidatos tão nefastos?

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    • Franco Júnior
      Franco Júnior says:

      Numa democracia, como ocorre no Brasil, as eleições são de fundamental importância, além de representar um ato de cidadania. Possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas.

      Temos que aceitar a ideia de que os políticos não são todos iguais. Existem políticos corruptos e incompetentes, porém alguns são dedicados e procuram fazer um bom trabalho no cargo que exercem.

      Mas como identificar um bom político?

      É importante acompanhar os noticiários, com atenção e critério, para saber o que nosso representante anda fazendo. Pode-se ligar ou enviar e-mails perguntando ou sugerindo ideias para o seu representante. Caso verifiquemos que aquele político ou governante fez um bom trabalho e não se envolveu em coisas erradas, vale a pena repetir o voto. A cobrança também é um direito que o eleitor tem dentro de um sistema democrático.

      Nesta época é difícil tomar uma decisão, pois os programas eleitorais nas emissoras de rádio e tv parecem ser todos iguais. Procure entender os projetos e ideias do candidato que você pretende votar. Será que há recursos disponíveis para que ele execute aquele projeto, caso chegue ao poder? Nos mandatos anteriores ele cumpriu o que prometeu? O partido político que ele pertence merece seu voto? Estes questionamentos ajudam muito na hora de escolher seu candidato.

      Votar conscientemente dá um pouco de trabalho, porém os resultados são positivos. O voto, numa democracia, é uma conquista do povo e deve ser usado com critério e responsabilidade. Votar em qualquer um pode ter consequências negativas sérias no futuro, sendo que depois é tarde para o arrependimento. Sendo assim, o NÃO VOTAR, ou votar em branco, não é uma saída, a saída é VOTAR CONSCIENTE.

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  3. Jackson
    Jackson says:

    Acho desnecessário a discussão por algo que não influi em nada na minha vida: futebol. Foi-se do tempo que eu ficava gritando, xingando, vibrando por esse ópio do povo, esse carnaval de desperdício de tempo e dinheiro. Jogar pra se divertir, seja real ou eletrônico é bom, uni, aproxima e faz bem, se matar ou matar alguém por 11 homens que não sabem da sua existência, gritar e esbravejar com amigos, familiares ou desconhecidos, isso não faço. As outras duas, clara e evidente merecem ser discutidas, claro, com respeito de ambos os lados. E sem a paixão, que no âmbito religioso é quase impossível não se sobrepor ao debate e as ideias.

    Concordo que os tempos hoje deveriam capacitar mais os jovens, criar cidadão informado, mas está criando ainda mais alienados. Seja pela tv, pelo futebol ou por demagogos que aparecem na tv. O povo não vota baseado em fatos, trabalho, atitudes ou ações de candidatos atuantes, mas em frases bonitas, em ameaças vazias, em invenções mirabolantes que nunca saem do papel ou não são concluídas dentro do período de quatro anos propositalmente com o intuito de passar mais 4. Candidatos são fabricados hoje em programas de tv, em reportagens exageradas, em encenações ou mesmo em circo. E isso gera um mal que parece não ter fim. Talvez fosse o caso de o voto deixar de ser obrigatório, por que ai, votava quem queria e tem interesse em ajudar algo ou se beneficiar mesmo, e aqueles que não encontraram ninguém apto pelas ideias, ficariam de fora.

    Infelizmente, tudo hoje virou um negócio, inclusive a religião, mas devemos sim discutir, debater ideias, e como sempre falo: em um debate, o bom é expor ideias, e o maior sábio pé aquele que baseado na conversa e fatos apresentado, mude seu pensamento e não fique guardado em um mundo de faz de conta so por que acha que sua opinião é imutável. Argumentos e fatos devem ser colocados em debate, analisados, discutidos, ouvidos e trabalhados. Política e religião chegaram onde chegaram por usar essa infeliz frase de não discuti-las. Sobre o futebol…bom, nem comento nada.

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  4. Tarcísio Joilson
    Tarcísio Joilson says:

    Legal, esse espaço é interessante, os fatos relevantes e o momento é adequado para esse tipo de discussão. Estou sempre aberto a discutir e a dialogar sobre temas tão importantes e atuais, desde que haja respeito a todas as linhas de pensamentos sejam elas filosoficas, ideológicas, morais e etc. Um espaço assim é sempre bem vindo. Mas penso que todos os participantes devem ter consciência que suas afirmações, suas teses, e suas crenças poderam e deveram ser questionadas. Se assim for terei prazer em participar de qualquer debate do tipo. Afinal foram as diferenças e não as semelhanças que mais fizeram o homem evoluir.
    A princípio acredito que religião, políticas e futebol como diz o título devem ser discutidas sim, as duas primeiras por influenciar tão diretamente a vidas de todos nós, o futebol, bem o futebol não tem nem deve ter a mesma importância que os outros temas, pois ele é entretenimento, diversão, assim como assistir um filme, ler um gibi ou jogar um game, todas essas coisas podem ser usadas para alienar, mas não não alienações por natureza, vai depender do tipo de pessoas que as consomem, taxar umas como “ópio do povo” e outras não é incoerência, todas essas, assim como a grande maioria das atividades humanas podem ser utilizadas de formas positivas ou negativas vai depender dos agentes envolvidos. Fico no aguardo das próximas postagens.

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