Porque não sou Missão Integral

Pronto, voltamos ao passado outra vez, nem sei onde postei a frase:

Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens

Nisso recebi um email parabenizando-me pela iniciativa e coragem de levantar a bandeira da TMI – Teologia da Missão Integral, ao que respondi, não sei onde postei essa frase, e se postei, com certeza não foi uma referencia a TMI, uma vez que NÃO ADEPTO DA MISSÃO INTEGRAL, pelo contrário.

A Teologia da Missão Integral (TMI) é um conceito que vem sendo abraçada por diversas igrejas evangélicas e que sugere a aplicação dos princípios do Evangelho em todas as áreas da vida, incentivando o evangelismo que pregue a Palavra e que ofereça assistência social, psicológica e espiritual.

A Teologia da Missão Integral é uma variante protestante da Teologia da Libertação.

O amor em ação, em obediência ao Senhor Jesus Cristo, se expressa em humildade. A caridade cristã é uma ação movida por puro amor, nunca por ideologia. Mas quando entra a ideologia, entra a imposição e vai embora o amor.
Onde Deus dá a cada pessoa a liberdade de ajudar quem realmente precisa, a ideologia usa a força bruta para tirar dos outros com a desculpa de ajudar os necessitados.

Deus ajuda, mediante seus servos, pelo amor. A ideologia, mediante seus adeptos, impõe, em nome do amor.

Deus usa as pessoas voluntariamente. A ideologia faz uso do Estado para obrigar as pessoas.

Essa é a diferença básica entre ideologia e amor inspirado por Deus. A ideologia gosta de lidar com dinheiro, principalmente dinheiro dos outros. Enquanto na vida cristã cada seguidor de Cristo usa seus próprios recursos para abençoar quem está em necessidade, os adeptos da ideologia usam o dinheiro que é tirado dos outros, muitas vezes pela força. E usam não somente para ajudar quem supostamente precisa, mas também a si mesmos, tal qual fazia Judas.

Judas, o apóstolo que traiu Jesus, era responsável pelo dinheiro que as pessoas voluntariamente doavam para os pobres. Ele usava o dinheiro para ajudar não somente os pobres, mas também a si mesmo, e ainda assim aceitou suborno para trair o Mestre.

A traição ao Mestre pode ocorrer de diversas formas. Quando um cristão só ajuda os pobres com o dinheiro dos outros, vive disso e promove uma ideologia que defende o Estado no papel de tirador do dinheiro dos outros para supostas caridades, o nome de Jesus não é glorificado. É traído.

A Teologia da Missão Integral (TMI) e sua irmã católica, a Teologia da Libertação (TL) são sistemas construídos sobre premissas marxistas, conforme testemunha, em alto e bom som, o maior representante atual da TMI no Brasil, Ariovaldo Ramos, him self [1]. Elas pressupõem [o que julgam ser] disfunções sócio-econômicas como o seu referencial teórico e, a partir dele, orientam a reflexão teológica resultando em um sistema que:

  • Adota uma cosmovisão flagrantemente antibíblica – o marxismo – como lente interpretativa;
  • Entende “justiça social” como a redistribuição coercitiva de renda;
  • Posiciona o Estado como o agente de caridade;
  • Direciona conclusões originadas na ideia marxista de luta de classes;
  • Expande a ideia de luta de classes para confrontos em outras instituições, como a família;
  • Coloca-se favorável a modelos de governo irrefutavelmente corruptos, totalitários, ditatoriais, imorais, ladrões, sanguinários e perseguidores oficiais de cristãos;
  • Defende abertamente o comunismo tanto pela declarada afeição aos referidos governos quanto pelo alinhamento ideológico e pessoal a ditadores de esquerda.

Diante disso, tanto a TMI quanto a TL são abominações. Com efeito, não deveriam sequer ser chamadas de teologias: suas estruturas doutrinais não partem da revelação de Deus, mas de outro ponto. A TMI e a TL são, assim, anomalias.


Notas:

Notas:
1. Ariovaldo Ramos e a Base Marxista da Teologia da Missão Integral. Disponível em: https://m.youtube.com/watch?v=EC7onU_jSWA&feature=youtu.be. Acesso em: 21.04.2016.

Julio Severo – juliosevero.blogspot.com.br/2011/10/teologia-da-missao-integral.html

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