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Graça preveniente: A influência da soteriologia arminiana e wesleyana no pentecostalismo clássico brasileiro

A concepção de graça preveniente norteia a soteriologia pentecostal clássica, que reproduz ou se aproxima da teologia arminiana clássica e da teologia wesleyana.

O arminianismo clássico compreende que Deus oferece graça salvadora a todas as pessoas através do Espírito Santo (1Tm 2.3-4; Tt 2.11), capacitando-as a opor-se à influência do pecado, e possibilitando uma resposta positiva a Deus (Jo 15.26-27; 16.7-11). Deus toma sempre a iniciativa, cabendo ao pecador responder em fé e obediência voluntária (Lc 15; Rm 5.6-8; Ef 2.4-5; Fp 2.12-13). Contudo, os pecadores podem resistir à graça, e continuar no pecado e rebelião contra Deus. A graça de Deus capacita e encoraja uma resposta positiva e salvífica para todas as pessoas, mas ela não é determinante ou irresistível para ninguém (At 7.51). Uma resposta positiva inicial de fé e obediência também não garante a perseverança dos salvos. É possível iniciar um relacionamento genuíno e pessoal com Deus, e depois se afastar Dele, persistindo no mal de sorte que a pessoa, por fim, se perca (Rm 8.12-13; 11.19-22; Gl 5.21; 6.7-10; Hb 6.1-8; Ap 2.2-7). (WALLS, 2014, p. 14.) Leia mais

Arminianismo

O Arminianismo é um sistema teológico baseado nas idéias do pastor e teólogo reformado holandês Jacob Harmensz, mais conhecido pela forma latinizada de seu nome Jacobus Arminius. No inglês, é usualmente referenciado como James Arminius ou Jacob Arminius. Em português, seu nome seria Jacó Armínio.

Embora tenha sido discípulo do notável calvinista Teodoro de Beza, Armínio defendeu uma forma evangélica de sinergismo (crença que a salvação do homem depende da cooperação entre Deus e o homem), que é contrário ao monergismo, do qual faz parte o Calvinismo (crença de que a salvação é inteiramente determinada por Deus, sem nenhuma participação livre do homem). O sinergismo arminiano difere substancialmente de outras formas de sinergismo, tais como o Pelagianismo e o Semipelagianismo, como se demonstrará adiante. De modo análogo, também há variações entre as crenças monergistas, tais como o supra-lapsarianismo e o infra-lapsarianismo. Leia mais

Pentecostal ou Continuísta

Semana passada um amigo disse-me:

Pensei que você fosse CONTINUÍSTA, não pentecostal!

Confesso que tal afirmação deixou-me preocupado, pois nunca abri mão do pentecostalismo, SOU PENTECOSTAL, embora eu tenha algumas reservas com o movimento pentecostal, critico veementemente os movimento de atos proféticos, ungir objetos ou lugares com óleo, os movimentos apostólicos, etc.

Minha preocupação não é como ele ou outros amigos ou pastores me veem, mas como o pentecostalismo é visto por muitos, e o pior, é o que o pentecostalismo se tornou. Hoje falar em pentecostalismo é atribuir TODO o movimento do “rê tê tê”, e as mazelas neo-pentecostais ao pentecostalismo. Leia mais

Promessa do Espírito Santo

Parece, pelo menos nos últimos trimestres, que nossa comunidade está perdendo muito sua paixão pelo Batismo no Espírito Santo. Se esse é o caso, nós somos tentados a culpar a crescente influência de uma cultura sensorial e materialista. Mas talvez nós, os responsáveis por pregar, ensinar e pastorear as pessoas, temos nos tornado teologicamente deficientes por um lado, e possivelmente intimidados por teologias emergentes e não pentecostais por outro lado. Será que estamos planejando, cuidadosamente e intencionalmente, que pregações, cultos e outros ministérios perpetuem o batismo no Espírito Santo e uma vida plena no Espírito? Leia mais